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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
O Comando Nacional dos Bancários se reuniu, na quarta-feira (26), em São Paulo, com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O encontro é a primeira rodada de negociação sobre Assédio Moral, Sexual e outras Formas de violência no Trabalho, desde que a categoria obteve a conquista de clausulas sobre o tema, com renovação mais recente da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
O encontro começou com um minuto de silêncio, solicitado pelos trabalhadores em homenagem à bancária Aline Cristina Giamogeschi, vítima de feminicídio no último sábado (20), em Registro, interior de São Paulo.
Rever as metas
Os dirigentes sindicais lembraram que é preciso rever o modelo de cobrança de metas para tornar mais efetivo, o combate ao assédio e toda forma de pressão psicológica nos locais de trabalho, que tem adoecido um número cada vez maior de trabalhadores. O uso de WhatsApp pelas chefias foi apontado como um dos principais instrumentos de assédio.
Em 2024, os bancos reconheceram a existência do problema no ambiente de trabalho nas agências.
Reivindicações
Na avaliação dos sindicalistas, seria possível solucionar os casos denunciados dentro do prazo de 45 dias, sem ter que ir até a data limite dos 90 dias e que é fundamental a confidencialidade do denunciante para evitar retaliações por parte dos bancos.
Ilha do Governador
No último dia 11 de fevereiro, o Jornal Bancário publicou um ato numa agência do Itaú na Ilha do Governador, em que um bancário foi demitido após denunciar ser vítima de assédio moral.
Números da violência
Ao longo de 2024, os canais receberam o total de 8.431 denúncias: 26% de assédio moral, 5,6% de assédio sexual e 68,4% outras formas de violência.
Segundo os dados apresentados, 19% dos assediadores foram desligados do banco, 29,1% sofreram medida disciplinar, 0,4% foram descomissionados, 0,4% teiveram revisão política e 0,5% dos casos ficaram pendentes. A maioria esmagadora sofreu apenas uma reorientação do banco.
“Tivemos uma negociação super importante que trata de um assunto fruto de nossa conquista que é o combate ao assédio moral e sexual. Os bancos precisam informar claramente aos funcionários o que é o assédio, como ele funciona e quais as medidas e consequências contra os assediadores. Queremos um ambiente de trabalho saudável”, disse a presidenta da Federa-RJ (Federação Estadual das Trabalhadoras e Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro), Adriana Nalesso, que participou da negociação.
O presidente do Sindicato do Rio José Ferreira também participou da reunião.