Segunda, 10 Fevereiro 2025 17:30
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Defesa do emprego é prioridade da categoria em 2025

Na contramão da geração do emprego no Brasil, bancos têm saldo negativo em 2024. Fortalecer o Sindicato é fundamental para a luta contra as demissões

Enquanto o Brasil apresenta sinais positivos na geração de empregos, com uma taxa média do desemprego que recou a 6,6% em 2024, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), os bancos continuam na contramão dos dados animadores no mercado de trabalho do país. 
O setor bancário eliminou 6.198 postos de trabalho em 2024, segundo dados da Pesquisa do Emprego Bancário elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com base no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). 
Contabilizando apenas as atividades econômicas com mais de 10 mil trabalhadores e excluindo a categoria bancária, 88% tiveram saldo positivo o que enfatiza o bom desempenho das demais categorias na geração de empregos, ao contrário do que acontece no setor bancário. 
Além de frear o desenvolvimento econômico com os juros mais altos do Planeta, os bancos impactam negativamente nos empregos, fechando agências e demitindo funcionários.

Importância dos sindicatos 

O presidente do Sindicato do Rio fala sobre os desafios na luta em defesa do emprego da categoria e a importância da participação dos trabalhadores na atuação dos sindicatos. 
"Ainda que lutemos pela preservação do emprego e coloquemos nossa estrutura para enfrentar essa situação, inclusive obtendo muitas vitórias de reintegração na Justiça, não tem sido suficiente. Vamos continuar lutando e cobrando dos bancos a manutenção dos empregos e esse é um de nossos maiores desafios nesse ano de 2025", ressaltou Ferreira, destacando a importância da participação da categoria sindicalizando mais trabalhadores e participando mais das atividades do Sindicato. 

Mês a mês

Em 2024 o saldo de foi de quase 6,2 mil postos de trabalho a menos no setor bancário. Apenas janeiro e fevereiro tiveram saldo positivo. Agosto (-1.684); julho (-1424) e março (-815) foram os meses com o maior número de postos de trabalho extintos. Em dezembro foram 771 postos a menos.
As vagas abertas no setor bancário estão associadas à Tecnologia da Informação. A função de Analista de Desenvolvimento de Sistemas, sozinha, foi responsável por 1.601 vagas abertas no setor. Já as ocupações tradicionalmente ligadas às agências físicas foram as que mais sofreram com a eliminação de vagas, como gerentes de contas, gerente de agência e escriturário de banco: 6,5 mil postos de trabalho extintos.

Números do Dieese

Por regiões e estados

• Região Sudeste: -3.133 vagas
• Região Sul: -1.835 vagas
• Nordeste: -557 vagas
• Centro-Oeste: -475 vagas
• Norte: -198 vagas
• Saldos positivos: Distrito Federal (+73 vagas); Maranhão (+26 vagas) e Acre (+12 vagas). Nas demais 24 unidades, verificou-se saldo negativo.
• Saldos Negativos: Rio de Janeiro -1.273 vagas); São Paulo (-931 vagas) e Minas Gerais (-832 vagas)

Mulheres mais afetadas

• Dos 6.198 empregos eliminados, 72,8% eram ocupados por mulheres e as admissões delas representaram apenas 44% do total.
• Para garantir mais espaço às mulheres no mercado de trabalho, os sindicatos conseguiram incluir cláusulas na Convenção Coletiva de Trabalho voltadas à equidade de gênero na área de tecnologia.
Por faixa etária

• Até 29 anos: +8.190 vagas

• Faixas superiores: -14.388 vagas.

Luta pela Igualdade racial

• Saldo positivo de 904 vagas para pessoas negras.

• Diferença salarial: homens negros possuem remunerações 39,7% menores e mulheres negras 40,8% do que os brancos.

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