Terça, 14 Maio 2019 15:15

Funcionários do Santander protestam contra baixa aceitação dos tíquetes refeição e alimentação

Os funcionários do Santander realizaram um Dia Nacional de Lutas na terça-feira, dia 14 de maio, em protesto contra a baixa aceitação dos novos vales refeição e alimentação utilizados pelos empregados do banco espanhol no Brasil. O Bem Visa Vale, produto do próprio banco, não é aceito em grandes redes de fast-food, restaurantes e grandes redes de supermercados, como Guanabara, Horti-Fruti e Rede Uno.

Crítica bem-humorada

No Rio, o Sindicato realizou um ato público bem-humorado no Work Café do Santander, da Avenida Rio Branco. Na atividade, os sindicalistas improvisaram um cafezinho e pão com mortadela, numa ironia à falta de opção dos bancários para comer, devido à baixa aceitação dos tíquetes. Na atividade a diretora do Sindicato Maria de Fátima comprovou que o Work Café do banco, que possui a maquininha, também de propriedade do Santander (Get Net), também não aceita o vale refeição do próprio Santander.

Baixa aceitação

O Santander diz que há cerca de 120 mil estabelecimentos comerciais conveniados. Na prática vemos que isso não é verdade. É inaceitável que o banco utilize seus funcionários como cobaias de um produto ainda sem estrutura, que não tem uma rede de aceitação decente no mercado. Tanto assim, que os bancários foram orientados a oferecem a supermercados e restaurantes os serviços dos vales refeição e alimentação”, afirma a diretora da Fetraf-RJ/ES, Luiza Maria Mendes.

Outras demandas

Os bancários protestaram também contra o trabalho aos sábados, que além de desrespeitar a jornada prevista na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, e o pior, sem qualquer garantia trabalhista. O fim dos caixas humanos anunciado pelo presidente do Santander no Brasil, Sérgio Rial, também foi alvo de repúdio por parte dos sindicalistas, que cobraram ainda a atualização dos valores pagos aos serviços externos de funcionários que se deslocam para atender clientes.

“Exigimos que o grupo espanhol respeite seus funcionários no Brasil como na Espanha. Vamos tomar todas as medidas possíveis para impedir a exploração e o desrespeito à jornada da categoria, que é de segunda a sexta-feira e repudiamos a falta de responsabilidade social do banco ao anunciar o fim de caixas humanos, o que vai gerar ainda mais demissões”, disse a presidenta do Sindicato, Adriana Nalesso.

Durante a atividade, o Sindicato colheu assinaturas para o abaixo-assinado contra a Reforma da Previdência que prejudica não somente os bancários, mas todos os demais trabalhadores.