Segunda, 13 Maio 2019 20:20

Acúmulo de função leva bancário a realizar faxina em agência do Bradesco

Os diretores do Sindicato, Sergio Menezes e Arlessen Tadeu, estiveram no último dia 6, segunda-feira, nas agências de Jacarepaguá e constataram diversas irregularidades nas unidades. A falta de funcionários para a demanda de serviço e atendimento ao cliente gera grandes filas. A situação da sobrecarga de trabalho chegou a tal ponto que um Gerente Administrativo (GA) prestava o serviço de operador de caixa e auxiliar de serviços gerais, segundo relatos de funcionários.
O desvio de função tornou-se prática comum imposta por gestores do banco e os funcionários são submetidos a medidas arbitrárias.
“Essa atitude mesquinha e porca para conter despesas e aumentar os lucros só prejudica e adoece os funcionários. Há carências em todas regionais do Bradesco enquanto eles gastam R$2 bi na compra de outro banco”, afirma Sergio Menezes, diretor do Sindicato, referindo-se a compra do BAC Florida Bank, dos EUA, por US$500 milhões.
De vassoura na mão
A limpeza nas agências também foi afetada com o corte de custos. O funcionário terceirizado responsável pelo serviço em um dos estabelecimentos fica na agência por meio período, precisamente até o meio dia, e depois é designada para uma outra unidade. A consequência é estapafúrdia: funcionários são escolhidos para essa prestação de serviços, como foi o caso de um Gerente Administrativo em uma das agências.
O Bradesco lucrou R$ 6,2 bilhões nos três primeiros meses de 2019 e apesar do crescimento em 22% do resultado financeiro, o banco não cumpre com sua responsabilidade social, pois no trimestre foram reduzidas 114 agências e 54 postos de trabalho comparado com o mesmo período do ano passado.