Sexta, 12 Abril 2019 15:48

CUT convoca trabalhadores para dialogar com deputados e impedir a reforma

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) acatou a proposta do Comando Nacional do Bancários de realização de um programa de capacitação da categoria sobre questões de diversidade como complementação do 3º Censo da Diversidade Bancária. A informação foi dada pelos bancos durante a mesa de Igualdade de Oportunidades, realizada na quarta-feira (9), em São Paulo.
Um Grupo de Trabalho compostos por pessoas indicadas pela Fenaban e pelo Comando vai tratar de detalhes sobre os conteúdos, materiais e mídias a serem utilizados no programa. A ONU Mulheres, a OIT (Organização Internacional do Trabalho), o Ministério Público do Trabalho e outras entidades serão convidadas a contribuir com a elaboração e o conteúdo da proposta.

 

Ampliando o debate


O dia da primeira reunião ainda não foi definido, mas já tem datas indicativas para maio. A campanha de sensibilização da categoria e da sociedade sobre as questões da diversidade está prevista para começar em junho e se prolongará até outubro, quando se encerrará a fase de questionário, que tem previsão se iniciar no final de agosto. Os resultados serão tabulados e analisados entre novembro e janeiro e os resultados serão divulgados em fevereiro de 2020.

“É importante envolver não somente a categoria e os bancos neste cronograma de trabalho, mas ampliar o debate com entidades, como a OIT, a ONU Mulheres e o Ministério Público do Trabalho, para os debates e ações em defesa da igualdade de oportunidades”, avalia a diretora da Secretaria de Políticas Sociais do Sindicato do Rio, Kátia Branco, que participou da reunião.

Para os sindicalistas, diante de uma conjuntura tão adversa, o novo Censo da Diversidade é uma conquista relevante.

“Para a Secretária de Políticas Sociais da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do RJ/ES (FETRAF RJ/ES), Adilma Nunes, a reunião foi muito produtiva.

“Além de acertarmos o calendário na mesa, mostra que podemos avançar ainda mais com esse debate, a realidade do censo, mostrará se houve avanços ou retrocessos nas questões de gênero, raça, LGBT ou pessoas com deficiência na categoria, precisamos avançar nas contratações e pôr um fim na discriminação no sistema financeiro, disse a dirigente.

Combate ao preconceito


O secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, ressaltou o fato de que antes de responder ao questionário da pesquisa, a categoria participará de uma campanha de sensibilização e conscientização sobre o tema. “Mesmo que eles não se tornem agentes da diversidade, serão sensibilizados e terão informação suficiente para não aceitarem a propagação do preconceito e da violência contra pessoas, pelo simples fato de elas possuírem características pessoais diferentes das que são aceitas socialmente”, disse.

Com relação à criação de um canal de atendimento às bancárias vítimas de violência, seja doméstica ou em outro ambiente social, inclusive no trabalho, a Fenaban disse que os bancos estão sensibilizados com sua importância, mas, devido à complexidade do assunto, pediu mais tempo para analisar a proposta. O assunto voltará a ser tratado na próxima reunião.