Quarta, 09 Janeiro 2019 18:12

Fenabam ameaça gratificação de função

A gratificação de função da categoria está correndo risco. A Fenaban encaminhou ofício para a Contraf comunicando a disposição da retirada da cláusula 11ª da Convenção Coletiva de Trabalho e aplicar a CLT para os bancários comissionados a partir de 1º de janeiro de 2019. A gratificação de função da CCT é de no mínimo 55% do salário, enquanto que na CLT é de 33%.

Não podemos deixar que esse absurdo aconteça. A Fenaban está ameaçando descumprir o acordo coletivo firmado em agosto de 2018 com validade de dois anos.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo foi  convocado para participar da audiência de conciliação no Tribunal Regional de Trabalho solicitada pela Fenaban.

Durante a audiência, os banqueiros chegaram a sugerir que se cancelasse a CCT e se iniciasse nova negociação partindo do zero. Caso contrário, passariam a cumprir apenas o que determina a CLT (33% de gratificação) a partir de janeiro para todos os funcionários, deixando claro que descumpririam a convenção coletiva.

O Sindicato recusou ameaçando a realização de greve e após um longo debate, os bancos recuaram e assinaram um termo de compromisso garantindo o cumprimento da CCT.

Para a presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio, Adriana Nalesso, a atitude da Fenaban é inaceitável. “ A gratificação de função é um dos direitos conquistados há anos. Queremos respeito ao que foi aprovado pela categoria e acordado com a Fenaban. Com os lucros dos bancos cada vez maiores é inadmissível a ameaça feita pela Fenaban. A categoria precisa estar preparada para lutar pela manutenção de nossos direitos”, Adriana também destacou que “Há muitos anos temos um acordo coletivo que cumprimos à risca, não é possível a Fenaban, depois da aprovação do acordo, querer retirar ou mudar qualquer cláusula. Vamos continuar na defesa dessas conquistas”, afirmou a presidenta.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva, também alertou a categoria, “Tivemos uma pequena vitória, porém temos de nos manter mobilizados para evitar que nossos direitos sejam atacados. Quem está vivendo num estado de insegurança são os trabalhadores, não os banqueiros. A qualquer sinal de ataque, reagiremos”, afirmou a dirigente.