Quarta, 02 Janeiro 2019 20:10

Principal compromisso do Caref é defender o Banco do Brasil público

Rita defende um Caref que lute por um Banco  do Brasil forte e público à serviço da sociedade Rita defende um Caref que lute por um Banco do Brasil forte e público à serviço da sociedade

Em entrevista ao Jornal Bancário, a diretora do Sindicato e membro da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, Rita Mota, fala sobre a eleição do Conselheiro de Administração Representante dos Funcionários do Banco do Brasil (Caref). O pleito ocorre de 2 a 8 de janeiro. Na opinião da dirigente o principal compromisso do eleito é o de defender o BB público, contra a privatização e a venda das subsidiárias do banco já anunciados por membros do governo Bolsonaro, além de lutar contra outros ataques como o desmonte.
Qual a importância de se eleger o Conselheiro de Administração Representante dos Funcionários do Banco do Brasil (Caref)?
O Caref é a voz dos funcionários na instância máxima dentro do BB, o Conselho de Administração, com acesso a informações importantes e a tomada de decisões estratégicas. A atuação do representante se pauta na experiência, formação e, sobretudo, nos anseios dos funcionários. Estes são importantes stakeholders (parte interessada) que atuam diariamente nos diversos setores do banco e têm muito a contribuir nas decisões estratégicas da empresa.
Como pode o Caref agir contra a privatização do banco, já ventilada pelo governo Bolsonaro?
A imprensa tem noticiado que setores estratégicos e altamente lucrativos do banco estão sendo ameaçados de privatização, o que se concretizado porá em risco o desempenho financeiro da empresa para, provavelmente, atender a interesses privados. A participação do Caref na defesa do Banco do Brasil como empresa estatal forte e vinculada aos interesses da sociedade brasileira é fundamental, pois, essa decisão passa pelo Conselho de Administração. A atuação da representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, foi fundamental para evitar a abertura de capital e manter a empresa 100 % pública.
Como forma de adequar o BB ao Acordo de Basiléa III a diretoria optou pela redução de pessoal. De que forma pode o Caref evitar impactos prejudiciais ao funcionalismo?
Ao final de 2016, o funcionalismo foi pego de surpresa com o anúncio da reestruturação o que determinou o fechamento de mais de 400 agências, redução do quadro de pessoal e da remuneração. Essa medida foi catastrófica para os funcionários que ainda hoje sofrem as consequências com a sobrecarga de trabalho, adoecimento e a diminuição dos salários. Também impactou negativamente o atendimento aos clientes com o aumento do tempo de espera e a necessidade de deslocamento para outras agências mais distantes.
O Caref pode avaliar e prever ações que levem a prejuízos para o banco e os funcionários e propor medidas consistentes que mantenham o seu papel de agente de fomento do governo, indutor de desenvolvimento do país, através do funcionalismo em milhares de municípios por todo o país.
No que deve o funcionalismo levar em conta na hora de se decidir por um determinado candidato a um cargo importante como este?
É importante que leve em consideração o comprometimento da candidatura com a defesa de um Banco do Brasil forte e que valorize permanentemente o seu corpo funcional, que no dia a dia constrói a grandeza dessa instituição bicentenária. O representante deve ser capaz de ouvir e dialogar com os funcionários e as entidades representantes do funcionalismo para que suas decisões sejam efetivamente pautadas nos anseios e contribuições dos funcionários do BB.