Quinta, 06 Dezembro 2018 18:27

Sindicato organiza estratégias de luta contra riscos de privatização do BB

SÓ A LUTA GARANTE - Os funcionários do DTVM, do Banco do Brasil, demonstraram muita preocupação com a real ameaça de privatização sinalizada pelo futuro governo Bolsonaro. SÓ A LUTA GARANTE - Os funcionários do DTVM, do Banco do Brasil, demonstraram muita preocupação com a real ameaça de privatização sinalizada pelo futuro governo Bolsonaro.

Sindicalistas realizam ato e panfletagem na Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), área que desperta grande interesse do setor privado

 

O Sindicato realizou na quinta-feira, dia 6 de dezembro, atividades pelo Dia Nacional de Defesa dos Bancos Públicos. No Banco do Brasil houve manifestação na DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários), que atua no mercado financeiro e de capitais e é um dos setores do BB que mais despertam interesse dos bancos privados. Os sindicalistas realizaram panfletagem e dialogaram com os funcionários, que demonstraram muita preocupação com as declarações do futuro ministro da economia, o banqueiro Paulo Guedes, e de Rubens Novaes, anunciado como provável presidente do banco no governo Bolsonaro. Guedes já declarou várias vezes à imprensa que defende a venda de todas as estatais e Novaes disse que “vai privatizar tudo o que for possível na empresa”.

“Está claro que a lógica do provável futuro presidente do BB é a mesma do ultraliberal Paulo Guedes, que é vender a fatia mais lucrativa da empresa para promover um desmonte e, em seguida, privatizar o banco”, denuncia o diretor da Contraf-CUT, Marcello Azevedo.

Os dirigentes sindicais se reuniram também com o representante dos funcionários no Conselho de Administração (Caref), Luiz Eduardo, para tratar da preocupação dos trabalhadores com a real possibilidade de privatização do BB e definir estratégias de luta para a defesa da instituição enquanto banco público.

“Todos perdem com a privatização, os funcionários, a população e o país. Os bancos privados jamais cumprirão o papel das empresas públicas, de fomentação do desenvolvimento econômico e social do país”, afirma a diretora do Sindicato e membro da Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB), Rita Mota. A presidenta do Sindicato, Adriana Nalesso, também participou da atividade.