Segunda, 03 Dezembro 2018 21:15

Encontrada ossada de ex-presidente do Sindicato assassinado pela ditadura militar

O bancário Aluízio Palhano, ex-presidente do Sindicato, foi preso, torturado e assassinado pela ditadura militar. Suas ossadas foram encontradas e identificadas 47 anos depois dele ter sido considerado como “desaparecido”  O bancário Aluízio Palhano, ex-presidente do Sindicato, foi preso, torturado e assassinado pela ditadura militar. Suas ossadas foram encontradas e identificadas 47 anos depois dele ter sido considerado como “desaparecido”

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) anunciou, na segunda-feira, dia 3, em Brasília, a identificação do ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, Aluízio Palhano Pereira Ferreira, preso político e assassinado pela ditadura militar, até então dado como “desaparecido”. A informação é de suma importância para o resgate histórico de uma das mais importantes referências da categoria bancária que deu a própria vida em defesa dos trabalhadores e da democracia. Palhano, então com 49 anos, foi sequestrado, em 1971, por agentes do Doi-Codi. Segundo relatos de testemunhas, o bancário passou por sessões de tortura e, posteriormente, foi assassinato pelo regime militar. Na época, o órgão de repressão era comandado pelo general Carlos Alberto Brilhante Ulstra, morto em 2015, e homenageado pelo deputado federal e presidente eleito, Jair Bolsonaro, que considera o torturador, um “herói”. A morte do bancário e a confirmação de que ele foi mais uma vítima do regime militar servem de lição para que nenhum brasileiro jamais ouse dizer que nunca houve ditadura ou deseje o retorno do mais cruel período de arbítrio de nossa história. O resgate histórico destes 21 anos deve servir como reflexão para que a sociedade dê sempre valor à democracia e à liberdade de expressão.
Confira na página 4, mais detalhes desta descoberta e qual a sua importância para o resgate histórico de um dos períodos mais obscuros e violentos da história do Brasil, a ditadura militar (1964-1985). Na página 2, leia o artigo da presidenta do Sindicato, Adriana Nalesso, sobre o tema.