Segunda, 03 Dezembro 2018 21:14

Palhano e a luta pela democracia

Adriana Nalesso Presidenta do Sindicato  dos Bancários do Rio Adriana Nalesso Presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio

Nesta segunda-feira, 3 de dezembro, recebemos a notícia de que os restos mortais do ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, Aluízio Palhano, foram finalmente reconhecidos. Foram 47 anos de sofrimento, dor e expectativa para sua família e amigos.
Palhano foi sequestrado em maio de 1971, por agentes da repressão. Portanto, mais uma vítima da ditadura militar que muitos tentam encobrir utilizando nomes como revolução, por exemplo.
A luta pela democracia era o que o nosso companheiro Palhano pretendia Ele lutava junto com tantos outros companheiros e companheiras por um país livre e pelos direitos dos trabalhadores. Naquela época, a ditadura militar não admitia qualquer enfrentamento ou pensamento crítico e os militares se sentiam no direito de sequestrar, torturar e matar qualquer pessoa com ideias diferentes das deles.
Estamos vivendo tempos de medo e expectativa. A nossa história não pode cair no esquecimento, assim como o que aconteceu nos porões do DOI CODI, para onde muitas vezes os presos políticos eram levados e torturados até a morte. Não podemos esquecer jamais. Precisamos estar sempre atentos e na luta porque o fantasma da ditadura nos ronda de forma assustadora.
É preciso cobrar do STF a revisão da Lei da Anistia. Muitos anos já se passaram e quem cometeu tortura e matou precisa ser punido urgentemente. Muitos presos políticos ainda estão desaparecidos e suas famílias e amigos esperam até hoje alguma notícia. São dias de dor e pesadelo que, definitivamente, precisam ser enterrados com a certeza de que não voltem jamais. Um viva à democracia!

Aluízio Palhano, presente!

Adriana Nalesso
Presidenta do Sindicato
dos Bancários do Rio