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Acordo é assinado e financiários garantem direitos e aumento real

NOTÍCIAS

10, outubro 2018 16:25

O diretor do Sindicato do Rio, Sérgio Menezes, assina o acordo coletivo dos financiários, em São Paulo

Primeira parcela da PLR será paga em até 10 dias após a data da assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho

 

Assim como os bancários, os financiários conseguiram impedir que as mazelas da Reforma Trabalhista de Michel Temer (MDB) retirassem os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Na última terça-feira, dia 9, foi assinado o acordo dos trabalhadores das financeiras com a Fenacrefi (Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), em São Paulo. Além de garantir direitos importantes, o acordo prevê aumento salarial de 3% (1,78% de inflação mais 1,22% de aumento real) sobre todas as verbas remuneratórias. O índice total é menor do que o dos bancários porque a inflação (INPC) do período referente à data-base (junho) dos financiários foi menor, entretanto, o aumento real é o mesmo. Em 2019, o reajuste será de 1% de ganho real mais a inflação.

O parcelamento do adiantamento de férias é outro item importante, considerado uma vitória pelos sindicalistas.

PLR: primeira parcela

A primeira parcela da PLR será paga em até 10 dias após assinatura da Convenção e a segunda parcela tem de ser creditada até 28 de Fevereiro de 2019. O acordo vale por dois anos, com todas as conquistas garantidas

“Em tempos nebulosos e adversos para os trabalhadores, a manutenção da Convenção Coletiva e do aumento real tem de ser comemorada. Agora os trabalhadores precisam estar atentos ao segundo turno das eleições para derrotar o candidato que já anunciou a retirada de mais direitos, como 13º salário e adicional de férias, entre outras conquistas históricas da CLT, a Consolidação das Leis do Trabalho”, disse o diretor do Sindicato Sérgio Menezes, que participou do ato de assinatura do acordo dos financiários, em São Paulo.

O vice na chapa de Bolsonaro, o general Hamilton Mourão anunciou que “o 13º salário e o adicional de férias são prejudiciais para os empresários e para o país”. Repreendido por Bolsonaro, Mourão voltou a defender o fim dos direitos trabalhistas e rebateu o cabeça de sua chapa, dizendo que “tem suas próprias opiniões”.

“Não temos saída. Este segundo turno será decidido entre a democracia ou o arbítrio, entre as garantias dos direitos dos trabalhadores ou o fim da CLT. Não é uma decisão partidária, mas o futuro da nação que está em jogo. Caso contrário, não adianta lamentar depois”, acrescenta Menezes.

 

 

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