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Pressão obriga BNDES a manter proibição à demissão imotivada

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12, setembro 2018 17:53

O vice-presidente da Contraf-CUT, Vinícius Assumpção, fala durante a negociação. Do seu lado direito, o diretor do Sindicato, José Henrique Rocha

A diretoria do BNDES voltou atrás em sua decisão de alterar a cláusula do acordo coletivo de trabalho que proíbe demissões arbitrárias ou sem justa causa. O recuo se deveu à mobilização dos empregados que, nesta terça-feira (11/9), dia da terceira rodada de negociação, ocuparam o térreo do Edifício Sede do BNDES no Rio de Janeiro (Edserj) e parte do sétimo andar, onde estava ocorrendo a reunião com o banco.
“O recuo mostrou a importância da participação dos empregados, cuja mobilização vai determinar os rumos da negociação”, avaliou o diretor da Secretaria de Bancos Públicos do Sindicato, José Henrique Rocha, logo após a rodada. Acrescentou que este foi um importante avanço, mas que será preciso aumentar a pressão a fim de preservar os direitos e aprovar cláusulas novas.
Como parte desta estratégia, o Sindicato e a Associação de Funcionários (AFBNDES) convocaram o funcionalismo do banco para uma reunião à tarde, no térreo do Edserj. Ali foram dados informes sobre o andamento das rodadas e aprovadas novas formas de mobilização. A própria reunião no Edserj já foi uma forma de pressão para que as negociações avancem.
Nova rodada nesta quinta
Na rodada desta quarta-feira (12/9), às 10h, a Comissão de Negociação dos Empregados, voltou a reafirmar as principais reivindicações: reajuste salarial previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos Bancários, manutenção das cláusulas do acordo específico de trabalho atual e inclusão de novos itens. Os representantes do BNDES se comprometeram a responder na negociação marcada para esta quinta-feira (13/9). “Esperamos por uma resposta positiva que atenda às reivindicações dos empregados”, afirmou o vice-presidente da Contraf-CUT, Vinícius de Assumpção, que também participa das negociações.
A CCT garante reajuste salarial de 5% (aumento real de 1,18%, mais reposição da inflação acumulada de setembro/2017 a agosto/2018 medida pelo INPC). E mantém todos os direitos previstos na anterior. Tem validade de dois anos. Ou seja, os direitos ficam garantidos até 2020.
Prevê, ainda, a reposição total da inflação (INPC), mais 1% de aumento real para os salários e demais verbas em 1º de setembro de 2019. As negociações no BB e na Caixa também garantiram a manutenção de todas as cláusulas dos acordos específicos, incluindo o Saúde Caixa e a PLR Social.
 

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