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BANCÁRIOS ENTREGAM MINUTA

Garantia de direitos, do emprego e da Convenção Coletiva são as prioridades

NOTÍCIAS

13, junho 2018 19:47

Adriana Nalesso (quarta da esquerda para diretia) na entrega da pauta de reivindicações dos bancários, em São Paulo. Ela disse que somente com a mobilização dos bancários será possível preservar direitos e garantir o emprego da categoria

O Comando Nacional dos Bancários entregou nesta quarta-feira, dia 13 de junho, em São Paulo, a pauta de reivindicações dos bancários, aprovada na 20ª Conferência Nacional da categoria (realizada nos dias 8,9 e 10 de junho, também na capital paulista). As prioridades são a preservação de todas as cláusulas da Convenção Coletiva, defesa dos direitos e do emprego contra as consequências nocivas da nova legislação trabalhista e a manutenção da lógica da ultratividade, que garante a prevalência da convenção anterior, caso patrões e empregados não cheguem a um acordo até o fim da data-base da categoria (no caso dos bancários, 1º de setembro). 
Mobilização é a saída
Na avaliação do movimento sindical, a campanha salarial deste ano é atípica, diante da nova legislação trabalhista, que extinguiu conquistas históricas dos trabalhadores.  
“Estudos do Dieese mostram que, das 72 cláusulas de nossa Convenção Coletiva atual, pelo menos 40 estão em perigo de serem extintas ou alteradas. Num contexto tão desfavorável, a prioridade este ano é garantir a defesa dos direitos, do emprego e a renovação do acordo previsto em nossa CCT. Não há outra saída que não seja a da luta coletiva, a mobilização de todos os bancários e bancárias”, explica a presidenta do Sindicato do Rio, Adriana Nalesso. A sindicalista lembra ainda que é fundamental fortalecer a organização nacional de luta e valorizar a Convenção Coletiva, que completa 26 anos em 2018.
A categoria defende ainda 5% de aumento real mais a inflação do período, índice válido para todas as verbas salariais e a manutenção da atual regra da PLR. 
Riscos para o trabalhador
A prioridade deste ano é garantir todas as cláusulas da CCT com inclusão de itens que preservem as seguintes garantias: impedir as demissões no setor; manter a homologação nos sindicatos; firmar um acordo para que os novos contratados tenham os mesmos direitos negociados pelos sindicatos com os bancos; e garantir os direitos negociados também para quem ganha acima do dobro do teto previdenciário (R$11.291,60), impedindo a negociação individual, que torna o trabalhador mais vulnerável no embate com os patrões. 
Com a reforma trabalhista, novas formas de contratação são permitidas, como o trabalho intermitente, em que o trabalhador só ganha por hora trabalhada, a terceirização, que agora pode ser implementada em todos os setores das empresas e a pejotização, que permite que o empregado seja contratado como pessoa jurídica, sem nenhuma garantia trabalhista. 
Emprego 
Outra prioridade da campanha nacional deste ano é o emprego. “Tivemos a extinção de mais de 40 mil postos de trabalho frente a uma lucratividade crescente do setor, que no ano passado foi de mais de 34% frente a 2016, ou seja, mais de R$77 bilhões. Os bancos têm todas as condições de atenderem, na íntegra, as nossas reivindicações ”, disse a Adriana.  “O Sistema financeiro precisa ter responsabilidade social com a manutenção dos empregos. Vivemos um momento muito difícil com 13% da população desempregada e a miséria aumentando. Porém, os bancos não são impactados por essas dificuldades. Os dados demonstram lucros crescentes. Eles podem contribuir para melhorar os dados no mercado de trabalho, mantendo os empregos da categoria”, acrescenta. 
Para Adriana, mesa única de negociação, com bancos públicos e privados, respeitando as demandas específicas, é uma estratégia vitoriosa, que também precisa ser preservada. Defender a democracia e eleger candidatos comprometidos com os interesses dos trabalhadores também são fundamentais na avaliação dos sindicatos. 

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