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BANCO DO BRASIL

Funcionários repudiam terrorismo do banco e rejeitam proposta para Cassi

NOTÍCIAS

13, junho 2018 19:45

Os funcionários denunciam uma postura terrorista do banco, dizendo que a Cassi vai quebrar para dissimular a retirada de direitos que quer fazer

Reunidos no Congresso dos Funcionários do BB, realizado nos dias 7 e 8 deste mês, em São Paulo, representantes eleitos em assembleias por todo o Brasil rejeitaram as mudanças propostas pelo banco no custeio e na governança da Cassi. 
Terrorismo
As propostas do banco envolvem mudança no estatuto, que só pode ser alterado com quórum mínimo de 50% e voto favorável de 2/3 dos associados (ativos e aposentados). Na história da Cassi, aprovação tão alta só ocorreu com apoio consensual das entidades. O banco espalha terrorismo, dizendo que a Cassi vai quebrar para mascarar sua proposta que retira direitos dos associados. Mas não pode esconder que continua sendo o principal responsável pela saúde dos funcionários.
O banco manda os gestores fazerem reuniões para defender a proposta patronal. Funcionários reclamam que os gestores apenas repetem que precisa aprovar a proposta, sem nenhum embasamento técnico. Alguns chegam a impedir dirigentes e delegados sindicais de dar sua opinião. O banco pratica terrorismo e chega a censurar quem tem opinião contrária.
Voto de Minerva
Em sua proposta, o banco, além de aumentar as despesas e diminuir a representação dos associados, quer aumentar definitivamente as contribuições dos associados para 4% e manter a do patrocinador em 4,5%. O banco pretende ainda criar cobrança por dependente, sem levar em conta a atual contribuição percentual sobre os salários. Além disso, quer implantar o voto de Minerva para aprovar o que for de seu próprio interesse. 
A proposta prevê também a entrega de duas diretorias para agentes do mercado de saúde, que somarão seu voto aos dois indicados pelo BB. Ataca a democracia e penaliza os associados de menor salário, que terão aumento de até 170% nas contribuições mensais.
Repúdio à imposição
Se o banco quiser alguma mudança, terá de negociar com a Contraf, os sindicatos e as entidades representativas e apresentar uma proposta viável para os associados e que aumente também a contribuição do banco. “Não adianta o banco impor uma proposta à diretoria e conselho da Cassi e depois mandar os associados votarem, que não vai conseguir aprovar. Este foi o tom dos congressistas”, avisa Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa
 

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