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Financiários já garantem reposição e ultratividade da CCT

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12, junho 2018 18:53

Na segunda rodada de negociação, nesta terça-feira (12/6), em São Paulo, os financiários garantiram a reposição das perdas pelo INPC, de 1,76%, para os salários e demais verbas econômicas. Nas próximas rodadas será debatida a reivindicação de aumento real de 5%, que as financeiras têm todas as condições de atender, devido aos seus altos lucros.
Participaram da rodada dirigentes da Contraf-CUT e de diversos sindicatos, entre eles o do Rio de Janeiro representado pelo diretor Sérgio Menezes. Também foi debatida uma cláusula importante a ser incluída na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que considera como financiários, todos os empregados que trabalham em financeiras, mas que são considerados, por muitas, como comerciários. Estão incluídos neste caso, os que concedem crédito em lojas e concessionárias.
CCT e PLR
A Fenacrefi se comprometeu a manter as regras da CCT atualmente em vigor durante a negociação, até que uma nova seja fechada, a chamada ultratividade, ameaçada pelas novas regras trabalhista. Para Sérgio Menezes, a rodada apresentou avanços, mas é preciso ir além, o que dependerá da mobilização da categoria. “Temos agora que lutar pelo aumento real para salários, vales, auxílios e participação nos lucros”, resumiu o dirigente.
A mesa debateu ajustes na cláusula da PLR, para contemplar questões fiscais, de forma a abranger o exercício do ano. Não haverá impactos nos valores a serem pagos aos trabalhadores. Em função dos jogos da Copa do Mundo, a próxima rodada de negociação será realizada na primeira semana de julho.

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