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20ª CONFERÊNCIA NACIONAL

Bancários entregam reivindicações aos bancos nesta quarta-feira, dia 13

NOTÍCIAS

11, junho 2018 21:07

PARTICIPAÇÃO NACIONAL - Com a participação de 627 bancários e bancárias eleitos em todo o Brasil, a categoria aprovou, na 20ª Conferência Nacional, a pauta de reivindicações e as estratégias da campanha salarial deste ano

A pauta da Campanha Nacional Unificada 2018, aprovada na 20ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada no último final de semana, em São Paulo, será entregue à federação dos bancos (Fenaban) nesta quarta-feira, dia 13, também na capital paulista. O Comando Nacional da categoria levará aos bancos um pré-acordo para garantir a manutenção de todos os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho e dos acordos específicos até a definição das negociações deste ano.
Peculiaridades da campanha
A campanha salarial deste ano é atípica e a mais dura das últimas décadas. Após o golpe que derrubou a presidenta Dilma Roussef (PT) e levou Michel Temer (MDB) ao Palácio do Planalto, ficou claro que o objetivo do impeachment infundado era mesmo retirar direitos dos trabalhadores, o que de fato ocorreu com a Reforma Trabalhista, e entregar o patrimônio público e os recursos e riquezas do país -  como o leilão da exploração do Pré-Sal para as empresas estrangeiras e o desmonte da Petrobras, além das empresas e bancos públicos. Para reverter a atual conjuntura, os sindicalistas concluíram que não basta participar das greves e atividades da campanha salarial, mas é preciso envolver a sociedade nas mobilizações e votar em candidatos comprometidos com os interesses dos trabalhadores, nas eleições de 2018.  
Defesa dos direitos
 A minuta de reivindicações da campanha salarial 2018 foi aprovada no último domingo, 10 de junho, em São Paulo.  A categoria defende a manutenção dos direitos históricos conquistados e que estão previstos na Convenção Coletiva de Trabalho, a única no país em nível nacional, bem como a atual regra de distribuição da PLR. A Conferência Nacional aprovou também: aumento real de 5% mais a reposição da inflação do período, para todas verbas salariais; a manutenção da lógica da ultratividade, que garante a vigência do acordo anterior mesmo que não haja um consenso entre patrões e empregados até a data-base da categoria, direito extinto pela reforma trabalhista e a defesa dos bancos públicos como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES, e demais estatais, como Petrobras e Eletrobras. Foram aprovadas também resoluções em defesa da democracia e das eleições 2018 e pela liberdade de Lula, preso político, bem como o direito do ex-presidente de ser candidato.  
“Todos conhecemos os ganhos do setor financeiro que estão relacionados a uma sociedade tão desigual. Tivemos conquistas importantes. Desde de 2011 garantimos mais de 10% de aumento real nos salários e cerca de 25% no piso da categoria. Entretanto, este ano vivemos uma situação diferente dos períodos anteriores. A prioridade passa a ser a preservação dos direitos conquistados, garantindo  também o aumento real, PLR, o emprego e a qualidade na saúde e nas condições de trabalho”, disse a presidenta do Sindicato do Rio, Adriana Nalesso.

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