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Empregados protestam contra desmonte da Caixa nos 157 anos da empresa

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12, janeiro 2018 16:38

JUNTOS NA LUTA - O diretor do Sindicato José Ferreira disse que a categoria já enfrentou a ditadura e os governos neoliberais de Collor  e FHC e não vai se calar diante dos ataques do governo Temer ao patrimônio público e aos direitos dos trabalhadores

Os empregados da Caixa Econômica Federal realizaram no Rio, em frente ao prédio da Avenida Almirante Barroso, um protesto contra as arbitrariedades da atual direção da empresa, que ataca os direitos e desrespeita os bancários e promove uma reestruturação para atender ao projeto privatista do governo Michel Temer. Durante o ato, o Sindicato distribuiu um grande bolo para a população. A atividade fez parte de uma mobilização nacional da categoria, no dia em que foi comemorado os 157 anos do banco.

“A Caixa tem um papel fundamental na sociedade, através de projeto de habitação popular, programas sociais e no desenvolvimento econômico do país. Todo mundo já percebeu que o governo Temer tem feito de tudo para acabar com esse papel social da Caixa e de todos os bancos públicos”, disse o diretor do Sindicato, José Ferreira.

“Para quem já viveu a ditadura militar, enfrentou o governo Collor e as privatizações durante os governos de Fernando Henrique Cardoso não será um governo golpista que vai nos calar. Vamos continuar cumprindo nosso papel nesta luta contra os ataques do governo ilegítimo de Temer”, disse.  

Verticalização e bônus

Os bancários criticaram a chamada verticalização, medida unilateral que aumenta ainda mais as metas, a sobrecarga de trabalho e a pressão sobre os trabalhadores da empresa, inclusive com ameaças de descomissionamentos.
A verticalização gera incertezas em relação às transferências de funcionários para outras unidades. Gestores poderão ter de assumir as carteiras de clientes de gerentes de Pessoa Jurídica (PJ), cujo encarteiramento é ainda mais difícil.

Os bancários criticaram também as novas regras criadas para o Bônus Caixa, programa que, ao contrário da PLR e da PLR Social, discrimina a maioria dos trabalhadores na distribuição dos resultados do banco.

“Queremos que o bônus inclua todos os trabalhadores da empresa. Não pode haver discriminação, excluir os demais funcionários, como são os casos do auxiliar de atendimento, assistente e caixa, por exemplo”, critica o vice-presidente do Sindicato, Paulo Matileti. 

Para Ricardo Maggi, que é membro da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a bonificação vai aumentar a pressão e o assédio moral.
“A Caixa está adotando práticas de mercado, que já existem no setor privado. Para alcançar as metas e receber o bônus muitos gerentes vão acabar aumentando a pressão sobre os demais trabalhadores. A medida visa claramente dividir o funcionalismo”, afirma. O sindicalista lembrou que a CEE já enviou um documento de protesto à direção do banco contra a medida.

Unidade

A atividade contou ainda com a participação de membros da União Nacional Por Moradia Popular e da FUP (Federação única dos Petroleiros).

“O golpe tem como um de seus objetivos entregar as empresas públicas de nosso país ao capital privado, como é o caso da Petrobras e também da Caixa. Não existe saída individual para este momento difícil que estamos vivendo. A solução para o atual impasse está na luta coletiva. A cada dia que passa a economia do país afunda, tem mais gente desempregada, a vida fica mais difícil, a gasolina e o gás não param de aumentar. Uma agência de mercado acaba de divulgar que o Brasil perdeu grau na classificação de investimentos e olha que o atual governo não tem compromisso com o país, mas sim com os interesses do mercado financeiro”, destacou o diretor da FUP, José Maria, que parabenizou o Sindicato dos Bancários do Rio por não deixar passar em branco os 157 anos da Caixa para denunciar o projeto privatista e os ataques do governo Temer contra os trabalhadores.

O vereador do Rio, Reymond (PT), que é bancário do Banco do Brasil, também participou do ato público.

“Vivemos um processo de desmonte da democracia, de venda do patrimônio público, daquilo que é a garantia de nossa soberania e existência enquanto povo e nação. Além da indignação temos que ter a coragem de defender a Caixa 100% pública”, ressaltou. O parlamentar criticou ainda a intenção da diretoria do banco de transferir os empregados do prédio da Almirante Barroso para o bairro de Santo Cristo. “Há a intenção clara de dispersar os bancários colocando os empregados em um bairro, que além de perigoso, é distante e dificulta a organização de mobilização dos trabalhadores”.

A Companhia de Emergência  Teatral fez uma apresentação bem-humorada, com direito à limpeza das “lambanças” feitas pela atual diretoria da Caixa.

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