Informativo On-Line:

Cadastre-se e receba o informativo do sindicato por email.

Funcionários fazem plenária no Sindicato contra a desestruturação do BB

NOTÍCIAS

11, janeiro 2018 18:29

: Funcionários do BB realizaram plenária no Sindicato para debater estratégias de luta contra o processo de reestruturação da empresa, que faz parte do projeto privatista do governo Temer

Os funcionários do Banco do Brasil realizaram na última quarta-feira (10) uma plenária para debater a reestruturação da empresa. A reunião contou com a presença de muitos delegados sindicais e bancários da base. Também estiveram presentes diversos dirigentes sindicais de Angra, Baixada Fluminense, Niterói e Teresópolis além do vice-presidente da federação dos bancários do Rio de Janeiro e Espirito Santo, Fabiano Júnior.

Os bancários destacaram a necessidade de a comissão de empresa impulsionar a campanha contra a privatização do banco, envolvendo não só os funcionários nesta luta, mas também a sociedade, denunciando a política da direção da empresa à opinião pública, através da confecção e distribuição de material impresso, além de denunciar ao Ministério Público do Trabalho, Banco Central e comissões de Defesa do Consumidor em todos os níveis, os efeitos nocivos do processo de reestruturação, que afeta não só o funcionalismo, mas também o conjunto da sociedade e, em particular, clientes e usuários do banco, gerando filas crescentes e um atendimento ainda mais precário.

Apoio de parlamentares

Foi aprovada ainda a necessidade de buscar apoio político para que parlamentares se pronunciem em defesa do BB como banco público e contra a atual gestão da empresa. Os participantes da plenária foram unânimes na avaliação de que as mudanças impostas pelo governo Temer são uma preparação para a privatização do banco e que somente através da luta coletiva, a categoria será capaz de derrotar o projeto privatista.

O diretor da Contraf-CUT, Marcello Azevedo, citou como exemplo a pressão dos empregados da Caixa Econômica Federal, que conseguiu barrar, no Conselho de Administração, a transformação da instituição, em Sociedade Anônima, primeiro passo para a sua privatização.

Os funcionários apoiaram também o indicativo da Comissão de Empresa para a realização de atividades centralizadas no Dia Nacional de Luta, marcado para o próximo dia 19 de janeiro.

Esclarecimentos jurídicos    

Durante o encontro, o advogado do Sindicato, Márcio Cordeiro, prestou esclarecimentos com relação às consequências da reestruturação e os direitos que estariam sendo ameaçados no Processo de Adequação de Quadros (PAQ), assim como as medidas jurídicas possíveis para garantir os direitos coletivos e individuais dos bancários frente a reestruturação. Márcio explicou que funcionários com mais de dez anos de comissão que forem descomissionados unilateralmente pelo banco devem procurar o sindicato para resguardar seus direitos. Diversas outras questões foram também levantadas e o Sindicato esclarece que a Secretaria de Bancos Públicos e o Departamento Jurídico da entidade estão à disposição para novos esclarecimentos que sejam necessários (telefones: 2103-4122/4123).

Cobrança de honorários

O advogado alertou ainda para a questão da cobrança de honorários de sucumbência dos trabalhadores na Justiça do Trabalho, o que tem levado muitos a desistirem de reivindicar seus direitos na Justiça.

“Os processos movidos através do sindicato não estão sujeitos a essas cobranças, assim os bancários sindicalizados que quiserem resolver questões específicas e buscar medidas judicias para garantir os seus direitos poderão marcar suas consultas diretamente em nosso Departamento Jurídico”, explica Marcello Azevedo. O telefone é 2103-4129. O sindicato disponibiliza também o link fale conosco para receber denúncias sobre a reestruturação. O sigilo do denunciante é garantido. Para denunciar basta acessar a nossa página na internet: www.bancariosrio.org.br.

A resposta do banco

Em reposta à matéria do Sindicato publicada no site da entidade, no último dia 5 de janeiro, que cobrava uma série de questões sobre o PAQ, a Diretoria de Pessoas do BB (DIPES) enviou uma nota de esclarecimento na qual volta a afirmar que “tratam-se de ações de melhoria de atendimento” e que não é politica da empresa a redução de quadros. Esclarece ainda que “não há cláusula de quitação geral, sendo possível realizar conciliação via CCP - Comissão de Conciliação Prévia - onde as demandas podem ser debatidas antes do ajuizamento de ações.  Neste mesmo documento, o banco afirma ainda que “estão sendo criadas cerca de 1.425 novas oportunidades de ascensão funcional. No tocante a questão da não participação do Conselheiro Eleito na Reunião do Conselho de Administração, a direção da empresa entende que se trata apenas do cumprimento da lei.

“Se a reestruturação é boa para a empresa e para os funcionários então qual o motivo pelo qual o Conselheiro Eleito foi excluído da reunião? Porque a Comissão de Empresa que estava reunida com o banco na véspera do anúncio do pleno não foi pelo menos notificada da reestruturação? Como falar em melhoria de atendimento quando se reduzem funcionários e comissões, esvaziando as agências? Estas perguntas continuam sem resposta”, destaca Marcello Azevedo. O Sindicato também não obteve resposta do banco quanto as denúncias de que a gestão da empresa estaria empenhada em favorecer um possível processo de privatização.

Os diretores do Sindicato Rita Mota e José Henrique informaram ainda que estiveram na GEPES (Gestão de Pessoas) na última terça-feira (9) buscando mais informações sobre a reestruturação e sobre as diversas dúvidas e questionamentos trazidos pelos delegados sindicais relativos ao (PAQ).

Os sindicalistas buscaram ainda soluções de problemas referentes à reestruturação.

A Comissão de Empresa informa que no próximo dia 12 de janeiro será realizada nova reunião com a direção do BB e que vai reiterar as cobranças com relação ao processo de reestruturação e quanto à forma como foi anunciado, sem nenhuma informação prévia aos trabalhadores ou a seus representantes, além dos atropelos e erros da atual direção do banco

“O BB diz não ser uma nova reestruturação, mas é. Houve o corte de cerca de mil vagas de caixa em todo o país. O banco alega que essas vagas apareceriam em escritórios e agências digitais. Na prática, os escritórios digitais perderam funções de assistentes e ganharam de escriturários, que farão os mesmos serviços, mas ganhando menos. Isso é desvio de função. É ilegal. Ou seja, o banco corta cargos, reduz salários, cria desvio de função nos escritórios digitais e ainda diz que isso não é reestruturação”, observou Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa de Funcionários do Banco do Brasil.

Comentários


Para comentar você precisa estar logado.


Leia também:


18, October 18

Funcionários do Itaú recebem 13ª cesta-alimentação no dia 26

18, October 18

Empresas pagaram milhões para disseminar fake News pelo WhatsApp em favor de Bolsonaro

17, October 18

Retorno do risco de privatizações ameaça bancos públicos e o futuro do Brasil