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Plenária vai preparar resistência à desestruturação do BB

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08, janeiro 2018 20:43

O Sindicato convoca plenária de delegados sindicais aberta a todos os funcionários, nesta quarta-feira, dia 10, às 18 horas, no auditório do Sindicato. A reunião contará com advogado para tirar as dúvidas dos bancários. O objetivo é organizar a resistência ao Programa de Adequação de Quadros (PAQ) que amplia o processo de esvaziamento do BB. O Sindicato solicitou, também, reunião com a Gerência de Pessoas (Gepes) para acompanhar os casos de quem for atingido.
Como parte da política privatista do governo Temer, a diretoria do banco anunciou, no último dia 5, o PAQ. A medida, unilateral, segue a lógica de desestruturação, preparando o BB para a privatização. Prevê a transferência compulsória de funcionários, inclusive para outros estados, incentivos à remoção e à demissão dos que a diretoria do banco chama demagogicamente de “excessos”. Já estão sendo colocados funcionários como excedentes sem qualquer critério e fechados escritórios digitais recém-instalados.
O banco apresenta, ainda, proposta de PDV de oito salários, para quem tem até 20 anos de banco; e de dez salários para quem tem mais de 20 anos, limitado a 200 mil reais. Ao aderir ao PDV o funcionário estará abrindo mão, além do emprego, de todas as ações trabalhistas passadas e futuras, conforme entendimento recente do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Privatização
Mais uma confirmação de que Temer quer impor a privatização para beneficiar os bancos privados foi o artigo publicado pelo ex-ministro Maílson da Nóbrega, aliado de Temer, em seu blog na revista Veja. “A saída é a privatização. O BB está pronto”, sintetiza em um dos trechos do texto.
O diretor da Contraf-CUT, Marcello Azevedo, lembra que este novo processo de esvaziamento ocorre um ano após a chamada “reestruturação” que reduziu em 9,4 mil o número de postos de trabalho. “Houve, ainda, descomissionamentos e rebaixamento de cargos de milhares de funcionários, acompanhados de um plano de incentivo à aposentadoria e fechamento de centenas de locais de trabalho. Foi um enxugamento com todas as características de prepraração para a privatização, ampliado agora com o PAQ”, frisou.
A criação do PAQ foi definida na reunião em que o conselheiro eleito pelos funcionários para o Conselho de Administração, o Caref Fabiano Felix, foi impedido de participar, o que mostra a total falta de transparência da diretoria do banco em relação aos funcionários. Ao mesmo tempo, a diretoria do BB contou com a assessoria da Falconi Consultores de Resultados que tinha na época em que fez a reestruturacão de 2016, Pedro Moreira Sales, do Itaú, em seu Conselho de Administração. Ou seja, os interesses privados já estão sendo postos em pratica de dentro do BB.
Postos de trabalho
Simultaneamente ao lançamento do programa, a diretoria do BB divulgou a criação e extinção de vagas em comissão em todo o país. A Comissão de Empresa dos Funcionários esteve reunida na sexta-feira (5). No fim do encontro estava prevista a divulgação de nova oficial sobre o assunto..

Sindicato orienta: não assine acordo 

Marcello Azevedo explica que quem tem mais de 10 anos de comissão ou gratificação, está garantido pela liminar da Contraf-CUT. Todos os que forem atingidos por descomissionamento, a orientação é levar o histórico de comissões exercidas e a notificação do descomissionamento para o Sindicato encaminhar para a Contraf-CUT. “Ninguém deve assinar ou dar o ‘de acordo’ no seu descomissionamento no sistema ou no papel”, lembra o dirigente.
 

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