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SANTANDER

 

Acordo de dois anos preserva direitos dos funcionários do Call Center

NOTÍCIAS

13, novembro 2017 18:56

DIREITOS PRESERVADOS - A realização da assembleia no próprio Call Center facilitou uma adesão maior dos trabalhadores, que aprovaram o acordo de dois anos. O Sindicato distribuiu cartilhas sobre a Reforma Trabalhista

Os funcionários do Call Center do banco Santander reafirmaram a tese do movimento sindical, de que somente com luta, mobilização e o fortalecimento dos sindicatos, os brasileiros conseguirão preservar direitos e conquistas e impedir os inúmeros prejuízos que as novas regras impostas pela Reforma Trabalhista poderão causar aos trabalhadores. No último dia 9 de novembro, os empregados do setor aprovaram, em assembleia realizada no próprio Call Center, o acordo aditivo de dois anos, que preserva direitos fundamentais que estavam ameaçados pelas novas regras da legislação trabalhista.
Regra para intervalos
A diretora do Sindicato, Maria de Fátima Guimarães, explica alguns destes direitos garantidos pelo novo acordo. “Os intervalos de 20 e 10 minutos não poderão ter um distanciamento excessivo. Isto evita que as pausas sejam feitas muito próximas da entrada e da saída do empregado, o que resultaria num período muito longo de trabalho sem interrupção”, afirma.
Outro problema solucionado refere-se a chamada “aderência”. Muitas vezes o funcionário não conseguia respeitar os horários de intervalo por estar atendendo clientes e acabava sendo punido pelo banco, tendo sua nota de avaliação  rebaixada, prejudicando o trabalhador pois esta avaliação é importante para a definição da remuneração variável. Para isto, os horários programados de entrada, saída e pausas, passam a ser respeitados.
“O empregador não pode controlar intervalos, como idas ao banheiro. Este direito é garantido por lei, por isso, o Santander não pode prejudicar o funcionário na avaliação só porque o trabalhador dá uma pausa para fazer as suas necessidades”, acrescenta Fátima.
Direito da categoria
A presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio, Adriana Nalesso, lembra que, apesar da conjuntura difícil que se agravou com a entrada em vigor da Reforma Trabalhista, o foco continua a ser a luta para que os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho, válido em nível nacional, sejam extensivos a todo trabalhador que exerce funções tipicamente bancárias, mesmo os empregados terceirizados.
“Nosso foco continua sendo o de fazer com que os trabalhadores terceirizados que prestam serviços para bancos sejam reconhecidos como bancários”, disse.
Nalesso aproveitou a assembleia para falar sobre a luta dos trabalhadores contra os prejuízos da nova legislação, que entrou em vigor no último sábado, dia 11, e retira conquistas históricas previstas na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Finais de semana -  O acordo garante ainda que a jornada semanal não ultrapasse 30 horas; o pagamento de horas extras nos feriados e finais de semana e folga no dia subsequente.

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