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09, agosto 2017 20:44

QUEM SABE FAZ A HORA - Adriana Nalesso lembra que esta é a mais importante campanha nacional da categoria em décadas e que a participação na assembleia do dia 15 é o primeiro passo para organizar a luta dos bancários

Os bancários e bancárias do Rio de Janeiro realizam na próxima terça-feira, dia 15 de agosto, às 18 horas, a assembleia que vai organizar a mobilização da categoria contra os ataques do governo Michel Temer aos direitos dos trabalhadores, à extinção em massa do emprego no setor financeiro - através de novas formas de contratação permitidas pela reforma trabalhista, como terceirização, pejotização e o chamado trabalho intermitente – o desmonte dos bancos públicos, com o objetivo de ressuscitar o fantasma das privatizações e a tentativa de inviabilizar a organização sindical. A assembleia será no auditório do Sindicato, na Avenida Presidente Vargas, 502, 21º andar, no Centro. 
Ameaça à CCT
Uma das maiores preocupações do movimento sindical, diante das reformas do governo, é a ameaça às conquistas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários, a única no país de alcance nacional. A lei 13.467, da reforma trabalhista, somada à Lei 13.429, que permite a terceirização irrestrita, resultará em grandes prejuízos para os trabalhadores. 
A presidenta do Sindicato Adriana Nalesso considera a campanha nacional deste ano a mais importante das últimas décadas, pois estão em jogo não só os direitos e o emprego, como a própria existência da categoria. 
“A nossa categoria é diretamente atingida por estas reformas, que desmontam a CLT e extinguem direitos dos trabalhadores, tornam o trabalho ainda mais precário, reduzem a média salarial e colocam em risco a nossa Convenção Coletiva e a própria sobrevivência da categoria”, disse. Para Nalesso, o único objetivo de empresários e banqueiros é reduzir custos para lucrar ainda mais.
“Os bancos querem substituir bancários e bancárias por empregados terceirizados, trabalhadores contratados como pessoa jurídica e até mão-de-obra temporária, sem vínculo empregatício, para reduzir custos e aumentar ainda mais os lucros. Não podemos permitir que isto aconteça. Entretanto, só vamos impedir esta tragédia se estivermos unidos e mobilizados, a começar com a participação nesta assembleia”, disse. 
Salvaguardar direitos e emprego
O Comando Nacional dos Bancários entregou à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), na última terça-feira, 8, em São Paulo, na reunião para tratar das cláusulas 37 (que proíbe a exposição pública de ranking individual e a cobrança de cumprimento de resultados por mensagens, no telefone particular do empregado) e 65 (garante o adiantamento de salário do bancário afastado por doença) da CCT, um documento cobrando um termo de compromisso que garanta a proteção do emprego, a preservação dos direitos históricos conquistados pela categoria, e a defesa contra os efeitos nocivos das reformas aprovadas pelo governo Temer e as que ainda tramitam no Congresso Nacional, caso sejam aprovadas, como a Reforma da Previdência. 
“Não vamos aceitar este que é o maior retrocesso social da história de nosso país. Mas só vamos conseguir barrar estes ataques se todos os bancários e bancárias entenderem que tem que haver, de fato, uma participação intensa na organização de nossa luta”, acrescenta Adriana. 
O documento entregue pelo Comando dos bancários possui 21 pontos que têm por objetivo garantir empregos, direitos e a atuação das entidades sindicais na defesa dos bancários. Os bancos pediram tempo para avaliar o documento. Já os debates sobre as cláusulas não avançou e será retomado no dia 24 de agosto.
 

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