Segunda, 08 Julho 2019 19:14

Só a mobilização popular pode barrar projeto que aniquila com o sonho da aposentadoria

Governo quer levar para votação em 1º turno a reforma da Previdência nesta terça (9/7), no plenário da Câmara, e em 2º turno antes do dia 18 de julho

Com um forte lobby de banqueiros e grandes empresários, o governo corre para aprovar a PEC (Proposta de Emenda Parlamentar) da reforma da Previdência já nesta terça-feira, dia 9 de julho, no plenário da Câmara dos Deputados. Até o fechamento desta edição, não havia notícia de adiamento da data da votação. A ideia da base governista e do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) é aprovar o projeto em 1º e 2 º turnos antes do recesso parlamentar, previsto para começar no dia 18 de julho. O lobby patronal é tão pesado que as lideranças políticas estão trabalhando até nos finais de semana. Maia esteve no sábado com os deputados que apoiam a proposta e, no domingo, teve um encontro com o presidente da casa civil, Onix Lorenzoni.
Os votos no Congresso
Para ser aprovada no plenário da Câmara, a PEC da Previdência precisa obter, no mínimo, 308 votos, em dois turnos de votação, número correspondente a 60% dos 513 parlamentares da Casa. Segundo avaliação dos governistas, o projeto conta com o apoio de 247 deputados. Faltam mais 61 votos para chegar aos 308 necessários para o governo aniquilar com o sonho dos brasileiros à aposentadoria.
“É hora de aumentarmos toda a forma de pressão, enviando mensagens para os parlamentares, protestando nas ruas e nas redes sociais. O governo tenta aprovar o projeto na Câmara para tentar esvaziar a mobilização de sexta-feira, dia 12”, disse a presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio, Adriana Nalesso.
Hora de pressionar
Entre no site https://reajaagora.org.br/ e saiba como pressionar os parlamentares a não votarem a favor da PEC 06/2019, que muda as regras para a aposentadoria. A proposta levará os brasileiros a trabalhar muito mais para ter direito ao benefício. Especialistas calculam que a maioria dos brasileiros, em média, vai se aposentar com 72 anos de idade. Para receber o teto são necessários 40 anos de contribuição. E a média dos valores dos proventos despencará em pelo menos 40%, já que não leva em consideração os maiores salários, como na regra atual, e sim a média de todos os contra-cheques, desde o primeiro emprego do trabalhador.
Nesta sexta-feira, dia 12 de julho, trabalhadores de todo o país vão ás ruas protestar contra a reforma. Em Brasília haverá um grande ato para pressionar os deputados a votarem contra a PEC da reforma da Previdência