Terça, 11 Junho 2019 21:20

Funcionários do BB aprovam participação na greve geral e defesa dos bancos públicos

Nos Encontros Estaduais do BB e da Caixa, o combate ao projeto de privatização do governo Bolsonaro foi considerado a principal bandeira de luta dos bancários Nos Encontros Estaduais do BB e da Caixa, o combate ao projeto de privatização do governo Bolsonaro foi considerado a principal bandeira de luta dos bancários

Participação de todos os funcionários do Banco do Brasil na greve geral do dia 14 contra a reforma da Previdência e na luta para barrar a privatização do BB. Estas foram as duas principais decisões aprovadas por unanimidade neste sábado (8/6) no Encontro Interestadual dos Funcionários do banco, no auditório da CUT/RJ.
Também foi aprovada proposta de considerar prioritária a mobilização contra o assédio moral do BB sobre os funcionários, em função das metas. A defesa da Cassi e da Previ também mereceram destaque. Todas as proposições serão encaminhadas ao 30º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil a ser realizado nos dias 1º e 2 de agosto, em São Paulo. O encontro elegeu uma chapa única. A unidade é essencial devido ao cenário de ataques graves aos direitos dos trabalhadores, por parte do governo Jair Bolsonaro.
Os participantes do encontro frisaram que a reforma da Previdência vai reduzir os valores das aposentadorias e pensões, aumentar o tempo de contribuição, estabelecer idade mínima acabando com isso, na prática, com o direito à aposentadoria. Vai privatizar a Previdência pública através da criação do sistema de capitalização a ser administrado pelos bancos, através da contribuição apenas dos trabalhadores e não mais dos empregadores (bancos, demais empresas e governos).
A proposta do ministro Paulo Guedes vai manter o privilégio de militares, juízes e parlamentares e aumentar a miséria dos trabalhadores. E não vai gerar mais emprego, como promete Bolsonaro, repetindo a mentira da reforma trabalhista de Michel Temer.
Privatização
Em relação à privatização iminente do BB, foi frisado que muitos funcionários estão iludidos e que é preciso serem conscientizados e se mobilizarem para a luta contra a venda do banco. E que em caso de privatização, haverá demissão em massa. Primeiramente, porque os bancos não vão manter duas estruturas administrativas e nem os direitos que os funcionários dos bancos públicos têm a mais que os do setor privado. Para os participantes do encontro é preciso trazer todos os colegas do BB para essa luta, rompendo com as ilusões corporativas e individualistas.