Segunda, 20 Mai 2019 19:26

Protesto da educação motiva ainda mais para a greve geral do dia 14 de junho

Desde a Diretas Já!, uma manifestação popular em nível nacional não mobiliza tanta gente. No Rio, mais de 250 mil pessoas participaram da passeata. Dia 30 de maio tem novo protesto
Bancários participaram do protesto que renovou  as esperanças de uma greve geral forte no dia 14 de junho Bancários participaram do protesto que renovou as esperanças de uma greve geral forte no dia 14 de junho

A greve de 24 horas dos profissionais da educação e estudantes de instituições públicas e privadas de ensino, na última quarta-feira, 15 de maio, foi marcada por protestos que tomaram as ruas de todo o país. Diversas categorias, como bancários, petroleiros, metalúrgicos, servidores da saúde e de vários outros setores aderiram ao movimento contra o corte de 35% decretado pelo governo Bolsonaro que afetam diretamente a educação pública. Os manifestantes protestaram também contra a reforma da Previdência Social.
O dia 15 de maio entra para história e motiva ainda mais os trabalhadores para a greve geral marcada pra o dia 14 de junho deste ano.
A resposta da juventude
Como nas manifestações de junho de 2013, a juventude esteve à frente dos protestos. Além de estudantes de escolas e universidades, um grande número de estudantes do ensino particular, inclusive de classe média alta, participaram dos atos públicos contra o corte de verbas na educação.
No Rio de Janeiro, mais de 250 mil pessoas participaram da passeata, da Candelária à Central do Brasil. A mobilização nacional foi uma resposta das ruas não somente contra a medida do governo em retaliação às universidades e escolas públicas, mas às últimas declarações do presidente do país, Jair Bolsonaro, que parece ter atiçado a juventude ao afirmar que os estudantes que protestam contra os cortes na educação são “idiotas úteis” e “massa de manobra”. A declaração de Bolsonaro lembrou quando o ex-presidente Fernando Collor pediu para o povo vestir verde e amarelo contra o seu próprio impeachment, o que teve um efeito contrário e mudou a história. Foi mais um tiro no pé de um governo submisso aos interesses do mercado, dos bancos e do capital estrangeiro, mas que está sem rumo, sem liderança política e que tem como guru o transloucado astrólogo, Olavo de Carvalho, dublê de acadêmico que mora nos EUA.