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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
Carlos Vasconcellos
Imprensa SeebRio
Com informações da Fenae
Dirigentes sindicais e de entidades representativas dos empregados da Caixa Econômica Federal voltaram a cobrar medidas para combater o assédio moral no banco e a adoção de ações para melhorar o atendimento e a qualidade do Saúde Caixa. Na reunião, que aconteceu presencialmente nesta terça-feira (25), a representação dos trabalhadores relatou o número crescente de denúncias dos empregados e empregadas do banco a respeito da pressão psicológica nos locais de trabalho e dos problemas verificados no Saúde Caixa.
Abaixo-assinado
Um abaixo-assinado em defesa do Saúde Caixa com quase 24 mil assinaturas foi entregue aos representantes da empresa. Os usuários do plano de saúde reivindicam, entre outras medidas, uma estrutura adequada para as Gipes (Gestão de Pessoas) e instalação dos comitês regionais de credenciamento e descredenciamento, além da contenção dos aumentos das mensalidades do plano de saúde.
Participaram da reunião, representando os empregados, Sergio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae); Rafael de Castro, coordenador da CEE (Comissão Executiva dos Empregados) e diretor da Fenae e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT); e Fabiana Uehara Proscholdt, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa. Eles foram recebidos pelos vice-presidentes, Francisco Egídio Pelúcio Martins (VP de Pessoas) e Adriano Assis Matias (VP de Redes), além do diretor de Pessoas, Sidney Soares Filho.
“O vice-presidente Francisco Egídio ficou de analisar nossas propostas e nossas reivindicações de melhorias no plano, do atendimento aos usuários e da criação dos comitês de credenciamento e descredenciamento. Foi uma reunião muito importante para tratar não só do Saúde Caixa, mas também das denúncias de assédio moral que estão permeando as relações de trabalho dentro das unidades do banco”, ressaltou Sergio Takemoto.
Para o coordenador da CEE, a reunião marca a abertura de um espaço de diálogo para tratar das reivindicações de melhorias das condições de trabalho no banco.
“Infelizmente, o assédio moral é uma questão que permanece em nossa pauta. Na reunião, tratamos com os vice-presidentes de questões como TDV (Time de Vendas), ranqueamento individual e a divulgação de rankings, o que contraria nosso acordo. Queremos que esse diálogo seja permanente para debater e cobrar soluções por parte da Caixa”, disse Rafael de Castro.
“Seria pertinente que o TDV, que é um índice semestral, sofresse adequações para períodos de férias dos trabalhadores, porque quando o empregado sai de férias, precisa cumprir em cinco meses a meta estabelecida para o período de seis meses”, explicou o coordenador da CEE.
Adoecimento dos bancários
Outro aspecto tratado no encontro foi a necessidade de uma orientação que aborde as cobranças, de hora em hora, por resultados, que gera enorme desgaste nos empregados e é um grande fator de adoecimento da categoria.
A conselheira eleita, Fabiana Uehara, destaca que tem acompanhado as denúncias que recebe sobre assédio e levado à direção do banco.
“Não podemos admitir que práticas como ranking e a divulgação dos resultados, como forma de constrangimento, continuem acontecendo na Caixa”. Fabiana solicitou ainda informações atualizadas sobre adoecimento no banco.
“Precisamos dos números e das causas do adoecimento das empregadas e empregados”, acrescentou a conselheira.
Na semana passada, a Contraf-CUT enviou ofício à direção do banco pedindo explicações sobre cobranças abusivas de metas e assédio.
Denuncie - A CEE-Caixa orienta aos empregados que encaminhem suas demandas e reclamações ao Sindicato pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou através do email da Fenae: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..