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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
A Direção Executiva Nacional da CUT esteve reunida em São Paulo, capital, nos dias 18 e 19 de março, em Seminário de planejamento estratégico, onde foram definidas as principais ações para o próximo período deste ano de 2025.
A campanha pelo fim da escala 6 x 1 foi apontada como a prioridade da mobilização dos trabalhadores, com redução da jornada sem diminuição de salários, proposta adotada com sucesso em várias nações capitalistas desenvolvidas. Um modelo tributário mais justo, incluindo a proposta do governo Lula de isenção de IR para quem ganha até R$5 mil também está na pauta dos sindicatos (confira detalhes do projeto, que vai para votação no Congresso Nacional, na página 4 desta edição). A atuação da CUT no BRICS e na COP 30, a Jornada Nacional de Lutas; 1º de maio, e outros temas importantes também fizeram parte do encontro.
Análise de conjuntura
No primeiro dia de Seminário, o debate sobre a conjuntura teve a contribuição do jornalista Luís Nassif, que apresentou um breve cenário sobre a tendência mundial de governos de extrema-direita e sua estratégia de destruição do Estado. Durante a exposição, Nassif ressaltou que esta estratégia visa desmontar o Estado para que ele não mais exerça seu papel de mediador de conflitos e, muito menos, de criador de políticas públicas. Para ele, as táticas da extrema-direita para descreditar o Estado se alicerçam na articulação entre o que ele chama de ferramentas de controle do mundo, que são big techs e o mercado, que comandam a economia mundial.
Para a CUT, esta estratégia, que objetiva enfraquecer o Estado e aumentar os lucros dos detentores do capital, é uma ameaça à democracia e aos direitos humanos e prejudica diretamente os trabalhadores, já que retira direitos, gera desemprego e aumenta a desigualdade social, como é o que ocorre hoje na Argentina, do governo Javier Milei.